Mistureba

Blog sobre ,paixões,amizades,dilemas e afins…

Sobre Mulheres e Desejos…

27 de janeiro de 2009

Nós mulheres desde pequenas,somos criadas e educadas com uma educação mais rígida !!
Para os meninos a liberdade já vem desde cedo,desde os tipos de brincadeiras ,passeios com amigos e até no modo de se vestirem…
Já nós as meninas somos policiadas o tempo todo….Fulana não sente assim ,”sente-se como uma menina deve sentar” ,” não coloque este shorts,fica parecendo um menino “,” meninas não jogam futebol” ,” meninas tem que aprender a cozinhar e cuidar da casa” ..!!
Qual a moça que antigamente ao se casar ,não ganhava uma maquina de costura e tinha que saber costurar,ser bem prendada..
E crescemos…com a cabeça cheia de duvidas,anseios e com desejos reprimidos !!
Na questão sexual então..nem se fala,era assunto terminantemente proibido para meninas,enquanto para os meninos havia até incentivos..rsrs !!
O pouco que aprendíamos era lendo aquelas revistas de Fotonovelas Italianas,contrabandeadas da casa de alguma amiga e providencialmente escondidas embaixo do colchão,sob a pena de
severas broncas se fossem encontradas !!
Lembro de uma reportagem que lí,sobre como aprender a beijar na qual dizia que beijar era igual chupar laranjas..ehehhehe ,imagine só,pobre do rapaz escolhido para o primeiro beijo,que aliás não foi nada bom,pois acho que ele leu a mesma reportagem que eu pois,os dois pareciam chupar laranjas..Aff !!
E não é que caíram em minhas mãos os livros de Adelaide Carrarro..aí ferrou de vez !!
Devorei cada um deles..
Tanto eu como amigas minhas criadas mais ou menos na mesma época,crescemos com desejos contidos e frustrados,muitas ,infelizes em seus relacionamentos presas a convenções que nunca conseguiram ser quebradas…

M@rlise

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2 Comentários »

  1. Comentário por Cris — 28 de janeiro de 2009 (10:45)

    Ah, Marlise…Seu texto me mandou de volta prá um lugar onde eu também cresci cercada pelos olhos dos meus pais, as convenções sociais e obediência. Também lí muito de Adelaide Carraro e sento essa impotência toda quando o assunto eram as escolhas ( ou a falta delas ). Felizmente hoje, posso entender que se algumas das consequências das nossas escolhas não são de todo, satisfatórias, pelo menos as causas não nos foram impostas. Adorei mesmo, o texto. Um beijo grande e obrigada pelo carinho de sempre, viu?

  2. Comentário por Vagner Fabbri — 28 de janeiro de 2009 (20:00)

    Oi amiga! Adorei seu texto! Concordo muito com você! Atualmente acredito que esse paradigma está quase se esvaindo… A mulher da nova geração é mais liberal e menos reprimida, entretanto perdeu também alguns valores que faziam dela um ser superior (pelo menos para mim)! A magia do romantismo, da doçura, da delicadeza, que sempre encantava os homens, acabou se perdendo com o passar das gerações. Salvo raríssimas exceções, existe uma produção em série de jovens alienados (de ambos os sexos) que são completamente isentos de sentimentos reais da relação homem-mulher, de paixão, de amor de verdade. Em contraposição, temos mulheres poderosas, plenas e bem cientes de sua igualdade de condição perante o homem na sociedade e isso é maravilhoso! Bom, daria prá escrever um livro sobre esse assunto, polêmico, mas bom demais! Grande beijo e parabéns!

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